10 junho 2009

nó na garganta.
costuras apertadas.

D(esculpa)ois caminhos.

E entre arrumações vi dois... (detesto).
Setas de direcções opostas. (detesto)
Esquerda e direita. (detesto)
Dois discursos. (detesto)
Lua e Sol. (detesto)
Senti-a que era aquilo. (Três temas me assombravam. Mas era aquele).
"Como está?" "Está bem." Sabia que não.
Se era mensagem sabia.
Se ia falar, sabia.
Se ia olhar por ele, sabia.
Só ela não sabia o quanto me doeu saber que lhe era difícil (detesto).
D(esculpa)ois caminhos que injustamente suportaste.
Mas doeu-me muito mais do que possas imaginar todo o cenário. As pessoas. Duas.
D(esculpa)ois caminhos. (detesto)
E ainda hoje doi.

09 junho 2009

4







Há alturas em que "me sinto tão feliz que só me dá vontade de chorar".



Só porque dizer "vai ficar tudo bem, prometo" nunca fez tanto sentido*








08 junho 2009

"Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê."
Luís de Camões

07 junho 2009

Hoje

...

(e tudo é um eterno recomeço)

Nó na garganta.

05 junho 2009

medo.

Tenho em mim medos.
Tenho em mim dois medos maiores.
Agarra para que não partas.


Borboleta - Foge Foge Bandido

01 junho 2009


Apontamento - Margarida Pinto

"A minha alma partiu-se como um vaso vazio.Caiu pela escada excessivamente abaixo.

...

Caiu, fez-se em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

...

Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.

Sou um espalhamento de cacos sobre um capacho por sacudir.

...

Olham os cacos absurdamente conscientes,

Mas conscientes de si mesmos, não conscientes deles.

Olham e sorriem.

...

A minha alma principal? A minha vida?Um caco.

...

não sabem por que ficou ali."


Álvaro de Campos

(vou colando os pedaços. sonhando)

*