
E de repente, és muito mais.
Aquilo que se designa de "afilhada" não encaixa aqui. És "muito mais".
Porque sabes quando dizer "quem te disse coisas tristes não era igual a mim" e numa bola amarela estás-te do meu lado, de repente, todos os dias.
Posso correr e chorar. Sabes dizer aquelas palavras.
As festinhas que adormecem e fazem sonhar com Princesas e Sapos. E falar e acabarmos sempre por dizer "sei bem o que estás a dizer" porque, na verdade, pensamos igual e vemos igual.
Porque quando dizemos "vamos fazer" fazemos, tal como o planeado.
Porque prometeste e apareceste, debaixo da árvore, tal e qual como eu sentia que ias fazer.
Porque a "fragilidade" que nós sabemos bem definir (tudo menos o que diz o dicionário, esse tão errado quanto ao sentir) chegou até à ilha que me diz já tanto por ser a tua.
Porque longe estamos perto, ainda mais perto que se fossemos vizinhas do mesmo andar.
Porque percebes a minha nostalgia e a minha tristeza. Porque compreendo o teu mau feitio e o que te aborrece. Porque quando rimos às gargalhadas é porque é aquele o momento.
E de repente, "muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa" e quando o dissemos mal sabiamos o risonho futuro que nos esperava.
Contigo gosto de usar as palavras sempre e nunca, porque (mesmo podendo errar), sinto que não são em vão. Verdadeiras, sinceras. Pequena e madrinha, como sabemos tão bem ser.
Em mimo. Em festinhas. Em parvoices. Em gargalhadas. Em lágrimas. Em parecenças (tão gigantes). Em sensações. Em sentimentos. Em corações tão parecidos, tão quentes e tão a ferver de vida.
Nós sabemos que vale a pena ligar só para dizer: gosto de ti*
Sempre do teu lado. Nunca duvides. Adorar-te minha pequena :')