
"Recomeçar é difícil"
Mas ninguém manda que desafiem as leis. Sentir a pele gasta da sensação desafia o que somos. Gastou, gastei. Renovei. De pele nova, eu avisei. Em M luto. Em M aprendo. Em M cresço. Em M venço comigo. Em M digo a mim própria:
"Anda desliga o cabo que liga a vida a esse jogo."
E assim, "Um contra o outro". A nova contra a velha pele. Não é o tempo, é a luta. "Já não basta esta luta contra o tempo, este tempo que perdemos a tentar vencer alguém". Não julgues a pele que antes tiveste. Mas não a julgues melhor. Olha para o M. "Ao fim ao cabo o que é dado como um ganho vai-se a ver desperdiçado, sem nada dar a ninguém".
Com a nova, olho. Sinto. "Anda, faz uma pausa. Encosta o carro, sai da corrida. Larga essa guerra, que a tua meta está deste lado da tua vida. Muda de vida. Sai do estado invisível." Saio do estado invisível, mudo de vida. Gosto da não gasta. E no fundo, "troca de vício por outro novo, que o desafio é corpo a corpo." E no desafio, surpreendes a nova. E, no novo vício, lutas a dizer "Escolhe a arma, uma estratégia que não falho, o lado forte da batalha, põe no máximo o poder. Dou-te a vantagem. Tu com tudo, eu sem nada. E mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder."
"De tempos em tempos a nossa história ressurge. Então temos que nos lembrar... às vezes a história mais importante é a que estamos a fazer hoje."
Hoje M. Hoje decidi. O M. E agora, com novos vícios (os meus), saio da corrida, largo a guerra e vou para a meta, a minha, a do lado da minha vida.
Dia M
(obrigada*)