30 janeiro 2012

Ai's de ontem, hoje, amanhã.

Recordamos. Recordamos e lamentamos, suspiramos. Recordamos e pensamos sempre: antes era tão bom.


Tenho saudades de... Era tão bom quando... Os velhos tempos... Há quanto tempo... Vivemos tantas vezes de recordar o quanto era bom o tempo que foi e já não é. Vivemos tantas vezes a reviver o que já não é nosso. O que já não é hoje... Ai, vivemos tantas vezes a suspirar ai's de saudades.


Queremos sempre o ontem. O ontem é sempre melhor. Porque o que dói hoje custa muito mais do que o que doeu ontem, porque é hoje. E amanhã será muito pior de que hoje (mesmo abanando firmemente a cabeça e dizendo: não, nunca será pior). A dor de ontem esquecemos. Somos até capazes de esquecer que tivemos dor e suspirar "ai's" de boas recordações, óptimas. Porque antes doeu mas até essa dor foi boa. E quando suspiramos os ai's de hoje estes são pesados, são tão pesados e devastadores. Não imaginamos que estes ai's serão os de ontem e os de amanhã serão pesados e devastadores como os dos hoje, amanhã saudosos e agradáveis, nostálgicos.


Viverei os ai's de hoje com sorrisos por recordar os ai's de ontem e nunca pensar que os ai's de amanhã serão mais frios e dolorosos.


"No dia seguinte ao de hoje. O dia seguinte. Época futura." Simplesmente definido acredito que os ai's de amanhã vão ser agradáveis e saudosos como os de ontem, hoje.

08 outubro 2011

Passado?

"estás no presente a preparar o teu passado"

Privar as sensações não está no nosso domínio. Apenas não sabemos. Nem gostamos de sentir.
Se me puderem dizer se assim é suposto... Se me pudessem dizer.

Desculpa coração por a minha razão me fazer assim. Ou desculpa minha razão.

talvez um dia*

19 julho 2011

Quinze do Mês

 Nestes dias não é este o meu lugar. Tragam-me de volta o que é meu.
"Brinde a" vós.

31 maio 2011

Sensação (primeira)

Lembrei-me daquela sensação. Daquela sensação no suposto banal momento de café. Mas lembrei-me. A primeira sensação com o que quer que seja parecido com isto. Mas tenho a certeza (hoje) que foi a primeira.
Pergunto-me se é pecado pensar nisso. Na verdade, julgo que não. O pecado é guardar a sensação e estendê-la no pensamento por gostar tanto dela. De a ter sentido, de a recordar e de ter sido minha. Guardo a sensação e estendo-a pelo pensamento.

Amanhã já não é nada (pensas). Mas quando, no dia seguinte, te deparas com a mesma sensação, é mais um dia que não a consegues esquecer.

21 abril 2011

avisas-me.

Dizes-me a toda a hora que não pode ser. avisas-me.
avisas-me que o peso do salgado que me cai não é justificável.
avisas-me que não fazem igual.
avisas-me.

tenho esta tendência de ouvir quem está certo e fazer o que o meu coração grita (de tão errado).

avisas-me. e o pior é que ouço. mas não consigo fazer.

avisas-me.

parece que sonhei com os teus avisos. e mesmo assim levantei-me. mesmo depois de me teres avisado. e sonhei.

(é esse o problema, tu sabes. é que não deixo de sonhar. mas esse "sonho" é cada vez menos "realidade").

23 novembro 2010

"Desatender (por efeito de distracção!)."


M. C. N. B. M.


Poderiam ser só e apenas letras soltas. Na verdade, até são. Mas se olhar, sei contar uma história. De vida. Só com estas letras, mas nesta exacta sequência.
E achas-te tu capaz de aprender. A não ser que aprender não seja não voltar a repetir o erro, não aprendeste nada. É coração, mania de mandar mais que a razão.


"Desatender (por efeito de distracção!)."

E se um dia ele for capaz de aprender?

27 outubro 2010

Habituam-nos, desde cedo, a fazer escolhas. Supostamente, para que a experiência as torne mais fáceis cada vez que nos aparecem. Ou não?

Alguém que escolha por mim que nem disso sou capaz.