Recordamos. Recordamos e lamentamos, suspiramos. Recordamos e pensamos sempre: antes era tão bom.
Tenho saudades de... Era tão bom quando... Os velhos tempos... Há quanto tempo... Vivemos tantas vezes de recordar o quanto era bom o tempo que foi e já não é. Vivemos tantas vezes a reviver o que já não é nosso. O que já não é hoje... Ai, vivemos tantas vezes a suspirar ai's de saudades.
Queremos sempre o ontem. O ontem é sempre melhor. Porque o que dói hoje custa muito mais do que o que doeu ontem, porque é hoje. E amanhã será muito pior de que hoje (mesmo abanando firmemente a cabeça e dizendo: não, nunca será pior). A dor de ontem esquecemos. Somos até capazes de esquecer que tivemos dor e suspirar "ai's" de boas recordações, óptimas. Porque antes doeu mas até essa dor foi boa. E quando suspiramos os ai's de hoje estes são pesados, são tão pesados e devastadores. Não imaginamos que estes ai's serão os de ontem e os de amanhã serão pesados e devastadores como os dos hoje, amanhã saudosos e agradáveis, nostálgicos.
Viverei os ai's de hoje com sorrisos por recordar os ai's de ontem e nunca pensar que os ai's de amanhã serão mais frios e dolorosos.
"No dia seguinte ao de hoje. O dia seguinte. Época futura." Simplesmente definido acredito que os ai's de amanhã vão ser agradáveis e saudosos como os de ontem, hoje.
" E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar. E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar "
30 janeiro 2012
08 outubro 2011
Passado?
"estás no presente a preparar o teu passado"
Privar as sensações não está no nosso domínio. Apenas não sabemos. Nem gostamos de sentir.
Se me puderem dizer se assim é suposto... Se me pudessem dizer.
Desculpa coração por a minha razão me fazer assim. Ou desculpa minha razão.
talvez um dia*
19 julho 2011
31 maio 2011
Sensação (primeira)
Lembrei-me daquela sensação. Daquela sensação no suposto banal momento de café. Mas lembrei-me. A primeira sensação com o que quer que seja parecido com isto. Mas tenho a certeza (hoje) que foi a primeira.
Pergunto-me se é pecado pensar nisso. Na verdade, julgo que não. O pecado é guardar a sensação e estendê-la no pensamento por gostar tanto dela. De a ter sentido, de a recordar e de ter sido minha. Guardo a sensação e estendo-a pelo pensamento.
Amanhã já não é nada (pensas). Mas quando, no dia seguinte, te deparas com a mesma sensação, é mais um dia que não a consegues esquecer.
Pergunto-me se é pecado pensar nisso. Na verdade, julgo que não. O pecado é guardar a sensação e estendê-la no pensamento por gostar tanto dela. De a ter sentido, de a recordar e de ter sido minha. Guardo a sensação e estendo-a pelo pensamento.
Amanhã já não é nada (pensas). Mas quando, no dia seguinte, te deparas com a mesma sensação, é mais um dia que não a consegues esquecer.
21 abril 2011
avisas-me.
Dizes-me a toda a hora que não pode ser. avisas-me.
avisas-me que o peso do salgado que me cai não é justificável.
avisas-me que não fazem igual.
avisas-me.
tenho esta tendência de ouvir quem está certo e fazer o que o meu coração grita (de tão errado).
avisas-me. e o pior é que ouço. mas não consigo fazer.
avisas-me.
parece que sonhei com os teus avisos. e mesmo assim levantei-me. mesmo depois de me teres avisado. e sonhei.
(é esse o problema, tu sabes. é que não deixo de sonhar. mas esse "sonho" é cada vez menos "realidade").
avisas-me que o peso do salgado que me cai não é justificável.
avisas-me que não fazem igual.
avisas-me.
tenho esta tendência de ouvir quem está certo e fazer o que o meu coração grita (de tão errado).
avisas-me. e o pior é que ouço. mas não consigo fazer.
avisas-me.
parece que sonhei com os teus avisos. e mesmo assim levantei-me. mesmo depois de me teres avisado. e sonhei.
(é esse o problema, tu sabes. é que não deixo de sonhar. mas esse "sonho" é cada vez menos "realidade").
23 novembro 2010
"Desatender (por efeito de distracção!)."
M. C. N. B. M.
Poderiam ser só e apenas letras soltas. Na verdade, até são. Mas se olhar, sei contar uma história. De vida. Só com estas letras, mas nesta exacta sequência.
E achas-te tu capaz de aprender. A não ser que aprender não seja não voltar a repetir o erro, não aprendeste nada. É coração, mania de mandar mais que a razão.
"Desatender (por efeito de distracção!)."
E se um dia ele for capaz de aprender?
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