23 novembro 2010

"Desatender (por efeito de distracção!)."


M. C. N. B. M.


Poderiam ser só e apenas letras soltas. Na verdade, até são. Mas se olhar, sei contar uma história. De vida. Só com estas letras, mas nesta exacta sequência.
E achas-te tu capaz de aprender. A não ser que aprender não seja não voltar a repetir o erro, não aprendeste nada. É coração, mania de mandar mais que a razão.


"Desatender (por efeito de distracção!)."

E se um dia ele for capaz de aprender?

27 outubro 2010

Habituam-nos, desde cedo, a fazer escolhas. Supostamente, para que a experiência as torne mais fáceis cada vez que nos aparecem. Ou não?

Alguém que escolha por mim que nem disso sou capaz.

01 outubro 2010

E s t a r.

Falavam comigo e pareciam-me estranhos. Na verdade, não eram eles os estranhos. Mas aos meus ouvidos tudo aquilo soava estranho. Talvez porque não era aquele o lugar onde estava o meu pensamento (assim como em todo aquele dia). Nem aquelas pessoas, muito menos aquelas pessoas. Elas falavam normal, mas soava estranho. E onde senti, muito poucas vezes, não pertencer voltou a acontecer. Deixou de ser familiar por aqueles instantes.

Pela primeira vez, bateu. Queria, nem que fosse por cinco minutos, aquele gesto que já é parte de mim. Que já é meu. Nem que fosse por cinco minutos aquela pele. Mas não. (não podia, naquele dia não podia ter sido assim).

Os que me pareciam estranhos chamar-me-iam louca se vissem as lágrimas que cairam, abundaram, pesaram (nem que fosse por cinco minutos).

Pela primeira vez percebi que assim não poderei ser eu. Pela primeira vez voltei a ser pequena e a pedir para me deixarem ser eu. E descobri que a minha palavra é e s t a r.

Pela primeira vez percebi que assim não sou capaz de ficar.

13 agosto 2010

Devolver sorrisos :)


"Holding hands, making all kinds of plans
While the juke box plays our favorite songs"


"But it's much too strong
To let it go now"

16 julho 2010

Funeral.

É demasiado ácido, apenas um sabor demasiado ácido. E a pena que tenho de não ter ido ao teu funeral. Mas é a única.

Também, na verdade, não sei se alguém apareceu. Julgo ter sido das poucas pessoas que se apercebeu da tua morte. E a explicação parece-me simples.

Continua a ilusão de ser a mesma pessoa e feliz. E tudo se agarra ao mesmo. Apenas ao que não existe.

Quando me perguntarem por ti direi que morreste. E todos faltaram ao teu funeral. Até eu. Até tu. E não direi mais senão "se o virem por aí, digam que só o encontro na minha imaginação mas preciso de lhe tocar e lhe prometer..." ...

Acordei. Adeus.

(o meu coração berra. e abafei-o o mais que pude)

13 julho 2010

Elas.

Quando as tinha comigo e queria pô-las, desilusão. Não consegui tirar de onde estavam guardadas e pô-las lá. Tinha medo que assim ainda doesse mais. Há pouco tempo (tão pouco tempo que parece inacreditável), senti-me tentada a pô-las lá. Não uma nem três vezes, muitas mais. Não as pus por medo, por muito medo que voltassem a ser desilusão. E tinha razão. O medo impediu-me (ainda bem), a desilusão não me deixa novamente e agora só espero o dia em que posso pô-las sem medo a cada instante de serem desilusão (tantas vezes me dizem que há esperas que são em vão).



Vou começar a seguir, sem olhar para trás, e quem realmente quiser vai correr para me apanhar (acompanhar). (deixa o medo ir embora e sim, vou fazê-lo). Elas ficarão guardadas (certamente para sempre).

05 julho 2010


Sempre na defesa dele que é meu e que eu própria apanhei e trouxe para a minha morada.


"Hei-de morrer a tentar" defendê-lo. E juro que ficarei no meu lugar, por mim, ali. Não dou mais o que não posso.


"faz bem ao coração largar o que há em vão"