
Cheguei. Não passei despercebida (eramos 53) embora me escondesse. Foram passado os dias e lá me ia escondendo, deixando outros "brilhar" (não percebia nada daquilo).
Casaco azul.
Dores no corpo.
Terceiro dia - lágrimas.
T-shirt que não a vi quando todos a viram.
Fui andando.
Segunda semana... Bebé (que honra, que orgulho). Mas não era Bebé, era só um nome e ainda ninguém o sabia.
Fui andando, fui arriscando. Mas custava e doia (angústia). Eles diziam para eu ficar, mas eu tremia, não queria. Mas ficava...
Não senti saudades, mas voltei. Disseram-me "fica em casa se é melhor para ti". Não fiquei (porquê?). Tive uma mão preciosa nesse dia (sempre presente). Ainda não caiam as lágrimas, mas ela já sabia (irritava-me ser tão fraca).
Terceira vez que a vesti, não custou. As lágrimas começaram a não aparecer. A energia, a motivação, a saudade. Tudo isso se criou. O amor por tudo aquilo.
Bebé? Sou sim. Construiram-me com
carinho.Construiram-me com
muito azul.Muita
dedicação.Muita
confiança.Muita
convicção.Muita
alegria.Muitas
lágrimas.Muitas
cócegas.Muita
música.Muita
motivação.Muita
improvisação.Muita
tentativa de união.Muitos
abraços.Muitas
mãos.Muitas
festas.Muitos (e tantos)
olhares.Muitos
momentos.Muito
gostar.Construiram-me com carinho e lutaram por fazer uma obra de arte. Desculpem desiludir-vos, não sou uma obra de arte mas o vosso trabalho está cá. Sou muito diferente, acreditem. Sou diferente. E sou mais vossa.
Sinto-me mais Bebé que Catarina. E sabem? Sinto-me bem assim :')
"-Catarina!
- Ai, por favor, não me chames isso!".
É por isso que vos agradeço.
Têm-me aqui, a
vossa Bebé*(Espero nunca vos desiludir)*