25 janeiro 2010

Seria mais fácil.



"Um amor só é bom

Quando é prá dois

Eterno é antes e depois

Agora não vou mais me enganar

Não quero mais sofrer, não dá


...


O teu reinado acabou,

Chegou ao fim

Eu não nasci prá você,

Nem você prá mim..."


Maria Rita


Ninguém domina o que coração manda. Senão, seria mais fácil.

21 janeiro 2010

Crer


Crê. Crê no que te parece real. Crê no que queres, no que queres com tanta força.
Pela vida, crenças vão desvanecendo. Transparência que ameaça o desaparecimento. E quando a esperança renasce vais temendo. Vais transparente e irreal. De pés assentes no chão.

Crê. Não deixes de crer só porque te fizeram não mais acreditar. Cai uma, duas e outra vez. Cai. Permanentemente. E que doa. Vai ficando mais transparente. Vais temendo. Mas não ponhas de lado a crença que é certa quando outros te tiraram a que te parecia tão fácil de o ser.

Não deixes de crer só porque caíste. Levanta, volta a cair. Em noites de chuva vais-te lembrar. Qualquer dia o sol espreita e volta a ameaçar cor. Não deixes a cor de lado por quem te quer dar o arco-íris. Não deixes.

Crê. Deixa de lado o que te fez não acreditar. Crê, com o temor de cair (mil e uma vezes). Mas crê.




(todos os dias, interiorizar. Porquê crer? Não, não basta querer. Mas crê.).

04 janeiro 2010

ME-DO

"O medo mora comigo"
Nunca tive tanto medo.

25 dezembro 2009

Minha Pequena :')


E de repente, és muito mais.
Aquilo que se designa de "afilhada" não encaixa aqui. És "muito mais".
Porque sabes quando dizer "quem te disse coisas tristes não era igual a mim" e numa bola amarela estás-te do meu lado, de repente, todos os dias.
Posso correr e chorar. Sabes dizer aquelas palavras.
As festinhas que adormecem e fazem sonhar com Princesas e Sapos. E falar e acabarmos sempre por dizer "sei bem o que estás a dizer" porque, na verdade, pensamos igual e vemos igual.
Porque quando dizemos "vamos fazer" fazemos, tal como o planeado.
Porque prometeste e apareceste, debaixo da árvore, tal e qual como eu sentia que ias fazer.
Porque a "fragilidade" que nós sabemos bem definir (tudo menos o que diz o dicionário, esse tão errado quanto ao sentir) chegou até à ilha que me diz já tanto por ser a tua.
Porque longe estamos perto, ainda mais perto que se fossemos vizinhas do mesmo andar.
Porque percebes a minha nostalgia e a minha tristeza. Porque compreendo o teu mau feitio e o que te aborrece. Porque quando rimos às gargalhadas é porque é aquele o momento.
E de repente, "muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa" e quando o dissemos mal sabiamos o risonho futuro que nos esperava.
Contigo gosto de usar as palavras sempre e nunca, porque (mesmo podendo errar), sinto que não são em vão. Verdadeiras, sinceras. Pequena e madrinha, como sabemos tão bem ser.
Em mimo. Em festinhas. Em parvoices. Em gargalhadas. Em lágrimas. Em parecenças (tão gigantes). Em sensações. Em sentimentos. Em corações tão parecidos, tão quentes e tão a ferver de vida.
Nós sabemos que vale a pena ligar só para dizer: gosto de ti*
Sempre do teu lado. Nunca duvides. Adorar-te minha pequena :')

23 dezembro 2009

Ge nui na mente


A minha alma está gasta. Gasta e

re par ti da

nos mil pedaços que compoem o que me

fra gi li za.


Se em vez de mil fosse um que me

com ple ta

A angústia seria menos que o mais que

é.


Se fores e não me vires é porque

par ti.

Ou porque de gasta já ninguém me

v ê.


Se fores, desculpa, não foi por

t i.


Foi por esta minha incapacidade de dar cor à

al ma.

Gasta e cinzenta que não deixa que pintem com

co res.

Que são as que recuperam a minha

al ma.

Mas se tenho

fu jo.

Se não tenho

que bro.


A minha alma está

gas ta.


E queria voltar a ser criança para que os presentes debaixo da árvore e as músicas de Natal me fizessem, apenas e

ge nui na mente

sorrir.

08 dezembro 2009

O primeiro.

"Neste infinito fim que nos alcançou"
Guardo o que só tu me fizeste sentir*
(em nós, ficaremos. sempre)

17 novembro 2009

(foi um dia)

Olho e lembro a cama despida de ti.
E recordo o que já foi e não é mais.
E espero ainda o pijama azul tentando esquecer que a última recordação que tenho dele é só, acompanhada de outra do mesmo nome que me fez sentir mais só do que se tivesse sem qualquer presença do meu lado.
A cama que ficava sempre vazia porque preferias a minha, mais quente do mimo que era nosso.
E vem-me à memória as fotografias que vi pela última vez da mesma forma (só) e onde tinha rastos de nós.
Do que fomos.
E olho os meus pensamentos como simples espectadora porque a saudade é tanta que aquela que foi realidade já nem parece minha.
Olho e recordo as memórias despidas e desprovidas do mínimo do que já fomos tanto, tão despidas e desprovidas que nem parecem que um dia foram minhas, foram nossas.
E quando tiveres que o deixar (já que o meu já deixaste há tanto) não me vais agradecer porque já não sou parte delas que o compõe (também elas a última recordação que têm minha é só, acompanhada duma diferente do mesmo nome) porque já não fiz parte deste, e é o último.
E quando fechares a porta (sempre cedo demais) já não vou sentir tão próximo o obrigada e as lágrimas porque já estás tão longe.
Guardo as recordações que se tornaram numa realidade tão desprovida e despida que não parece já minha, já nossa (foi um dia).