11 março 2010

Amar

Por muito que te queiram fazer ver, não vês. Não aceitas a outra realidade. Só o que imaginas. Não suportas a ideia de ser diferente. Não sabes o que fazer aos sentimentos, não os consegues simplesmente amarrotar e deitar ao lixo como um papel já sem uso. Não aceitas. Simplesmente, não aceitas. Simplesmente, não aceito.
Não vejo outro resultado que não aquele, O resultado. Não imagino diferente porque agora mudei. Agora prometo. Prometo que não sonharemos só. Que vamos fazê-lo. Só. E tanto. Só. Mas tanto. Não aceito que seja diferente porque não sei como amarrotar a vida e deitá-la no lixo. E começar tudo outra vez. Não sei. "Dá-me a tua mão e vamos ser alguém a a vida é feita para nós". Confias? Agora prometo, sem medos. Agora sinto. Agora sei.
"A convicção é nobre por natureza. Os convictos apaixonam-se e casam-se. Acreditam nos sentidos. Se sentem frio, não duvidam do frio e não duvidam de si próprios. Assim, conhecem momentos irrepetíveis. Ouvem "amo-te" nos lugares certos, dizem "amo-te" mil vezes e acreditam em cada uma delas."

José Luis Peixoto, Visão

10 março 2010

tempo.

"O tempo voa. O tempo não espera por ninguém, o tempo cura todas as feridas. Tudo o que qualquer um de nós quer é mais tempo. Tempo de se levantar. Tempo de crescer. Tempo de esquecer. Tempo."
Não quero esquecer. "A vida é muito curta para cumprir regras."
Anatomia de Grey
("só mais uma volta")

06 março 2010

Mais uma volta, por favor!


"Só mais uma volta
Só mais uma volta a mim
Só mais uma volta desta ninguém vai cair
Só mais uma vez que vês que ninguém está aqui
Queres só mais uma volta desta ninguém vai cair

Tempo frio afasta o tempo que nos afastou
Primavera lança o laço que nos amarrou

Tempo quente dá vontade de não resistir
Queres só mais uma volta desta ninguém vai cair

Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma
vez.

Diz-me ao que queres jogar que eu vou querer também
diz-me quanto queres de mim para te sentires bem
não te vejo bem ao longe não sei distinguir
Queres só mais uma volta e desta ninguém vai cair

...

diz-me quanto tens de honesto quanto tens de bom
diz-me quantas provas queres diz-me quanto sou
Já não sinto nada dentro não sei perceber...
Queres só mais uma volta, desta ninguém vai dizer.

Ainda te sinto a seguir o rasto que deixo a correr
ainda penso em ti... pensa em mim, mas só mais uma
vez."


Tiago Bettencourt & MANTHA


Não pedi a ninguém que escrevesse por mim. Mas parece que me leram a alma, escavaram o coração, levaram a razão e deixaram a essência do sonho, o meu. "Só mais uma volta" que faria a diferença e trazia de volta a cor que faltou. E só peço: "Pensa em mim". Prometi e não chegou. "Pensa em mim".


(não, ainda não segui em frente nem o vou fazer enquanto não acreditar em "mais uma volta".)

03 março 2010

Simplesmente.


"Devemos fazer tudo o mais simplesmente possível mas não mais simplesmente do que isso"
António Lobo Antunes


"Aponta para alguma coisa, sei que não queres ouvir isto, mas vai ajudar-te. Aponta para aquilo que queres... (...) Afinal, as almas gémeas acabam sempre por se encontrar."
"Para Sempre, Talvez"

27 fevereiro 2010

Tempos diferentes.

Foi sempre este o problema. Uma questão de tempo.
Temos a mais quando não o querem tomar. Escasseia sempre que te procuram.
Estende a mão e sente (e quando arranjas coragem é tarde demais).
Apertam-te a garganta e não saem as últimas armas que tens para agarrar o tudo que é teu (julgas, mas já não o é) e sentes os braços presos.
Segui em frente. E os teus ouvidos turvam para acompanhar o olhar por não acreditares. Se sempre remaste para ali porque não agora que o quero fazer contigo?
Tens promessas e sonhos quando já te viraram costas. E o tempo fez tudo diferente.
Paro um segundo e não acredito. Como pode ser tudo tão diferente (e turvam os olhos e os ouvidos).

Julgaste que não querias e na verdade nunca sonhaste outra coisa. Perdes e sentes que podias ter feito tudo diferente. Na verdade, o que juraste que nunca irias fazer foi o que sempre sonhaste. E sonhas.

Mas agora. Agora é tarde demais (mesmo que não acredite).
(Como pode o tempo ser um elemento tão forte que vira tudo ao contrário? Agora estou eu na sombra.)

13 fevereiro 2010

Doze dias :')


A ansiedade. A viagem. O mar. A mão dada. A palhaçada ao chegar. O recordar a paisagem. A comida já pronta. A avó do lado. As tias. A poncha. Tudo começou com a promessa de doze dias. A outra avó. "Oh Alcino, cala-te rapaz". "Onde ti é?". O passeio. Valsa. O café das princesas. A televisão. Os filmes. O descanço. O bom dia da rainha às princesas. O "jobem" do Pai já cheio de coisas para fazer. A palhaçada do Miguel. O apartamento. O passeio. Muito mais que daqui até à lua. Os filmes. Mais tias. O jardim. Vinho. Bolo do caco. Poncha. Os pães. A preocupação. O carinho. A atenção. Os filmes. O mimo. "Nos teus caracóis". O beicinho. Miguel Geometria Descritiva. Picante. Maluca Beleza. "Pensaste no que falamos?". Solar da Bica. Rota da Cal. O sítio dos fedelhos (Porto Moniz). Os barcos. Fotografias fotografias fotografias. "Deixa acomntecer". "A Cláudia?????". Filmes. Funchal de uma ponta à outra. Fotos. Mimo e mimo e mimo. Gargalhadas a cinco. Maus feitios. Mais tias. Mais poncha. Espetadas. "Não tem altura para madrinha". Os passeios. "Ciumenta". O decifrar a língua. Isso é Viseu, não é Porto. Miguel Matemática B. Despedidas. Promessa cumprida (ir em frente, por muito que sonhes diferente). TARÁ!


Doze dias em que senti a família como minha. E que família :') Uma família que é "muito mais" :')


Culpa tua minha Pequena :') Obrigada por seres "muito mais" que afilhada :') (nunca vou esquecer, prometo)

("E quem é que precisa de Paris quando pode ter um abraço?")

03 fevereiro 2010

Dois

E quando perguntam... é sempre o mesmo. São sempre os mesmos dois.

Prometem que passa, que tem que se relegar a importância, que sim, desta vez será diferente. Mas são sempre os mesmos dois.
Dizem que tenho que levantar a cabeça, que deixar a angústia de lado, desta vez será diferente.
Mas são sempre os mesmos dois.
Dizem que não vale a pena, que a vida é só esta, que tenho que ver o arco-íris, desta vez será diferente.
Mas são sempre os mesmos dois.
Dia sim dia não custa menos, dia sim dia não ignoro, dia sim dia não é um tormento, desta vez será diferente.
Mas são sempre os mesmos dois.

Enquanto forem os mesmos dois os dois primeiros pensamentos da manhã serão sempre os mesmos.

Enquanto forem os mesmos dois os motivos do meu olhar triste serão sempre os mesmos.

Enquanto forem os mesmos dois os motivos do meu sorriso falso serão sempre os mesmos.

Enquanto forem os mesmos dois os motivos de não ser feliz serão sempre os mesmos.

Mas são sempre os mesmos dois motivos. Enquanto forem os mesmos dois motivos. Não haverá sorriso genuíno. (Vai passar?)