27 fevereiro 2010

Tempos diferentes.

Foi sempre este o problema. Uma questão de tempo.
Temos a mais quando não o querem tomar. Escasseia sempre que te procuram.
Estende a mão e sente (e quando arranjas coragem é tarde demais).
Apertam-te a garganta e não saem as últimas armas que tens para agarrar o tudo que é teu (julgas, mas já não o é) e sentes os braços presos.
Segui em frente. E os teus ouvidos turvam para acompanhar o olhar por não acreditares. Se sempre remaste para ali porque não agora que o quero fazer contigo?
Tens promessas e sonhos quando já te viraram costas. E o tempo fez tudo diferente.
Paro um segundo e não acredito. Como pode ser tudo tão diferente (e turvam os olhos e os ouvidos).

Julgaste que não querias e na verdade nunca sonhaste outra coisa. Perdes e sentes que podias ter feito tudo diferente. Na verdade, o que juraste que nunca irias fazer foi o que sempre sonhaste. E sonhas.

Mas agora. Agora é tarde demais (mesmo que não acredite).
(Como pode o tempo ser um elemento tão forte que vira tudo ao contrário? Agora estou eu na sombra.)

13 fevereiro 2010

Doze dias :')


A ansiedade. A viagem. O mar. A mão dada. A palhaçada ao chegar. O recordar a paisagem. A comida já pronta. A avó do lado. As tias. A poncha. Tudo começou com a promessa de doze dias. A outra avó. "Oh Alcino, cala-te rapaz". "Onde ti é?". O passeio. Valsa. O café das princesas. A televisão. Os filmes. O descanço. O bom dia da rainha às princesas. O "jobem" do Pai já cheio de coisas para fazer. A palhaçada do Miguel. O apartamento. O passeio. Muito mais que daqui até à lua. Os filmes. Mais tias. O jardim. Vinho. Bolo do caco. Poncha. Os pães. A preocupação. O carinho. A atenção. Os filmes. O mimo. "Nos teus caracóis". O beicinho. Miguel Geometria Descritiva. Picante. Maluca Beleza. "Pensaste no que falamos?". Solar da Bica. Rota da Cal. O sítio dos fedelhos (Porto Moniz). Os barcos. Fotografias fotografias fotografias. "Deixa acomntecer". "A Cláudia?????". Filmes. Funchal de uma ponta à outra. Fotos. Mimo e mimo e mimo. Gargalhadas a cinco. Maus feitios. Mais tias. Mais poncha. Espetadas. "Não tem altura para madrinha". Os passeios. "Ciumenta". O decifrar a língua. Isso é Viseu, não é Porto. Miguel Matemática B. Despedidas. Promessa cumprida (ir em frente, por muito que sonhes diferente). TARÁ!


Doze dias em que senti a família como minha. E que família :') Uma família que é "muito mais" :')


Culpa tua minha Pequena :') Obrigada por seres "muito mais" que afilhada :') (nunca vou esquecer, prometo)

("E quem é que precisa de Paris quando pode ter um abraço?")

03 fevereiro 2010

Dois

E quando perguntam... é sempre o mesmo. São sempre os mesmos dois.

Prometem que passa, que tem que se relegar a importância, que sim, desta vez será diferente. Mas são sempre os mesmos dois.
Dizem que tenho que levantar a cabeça, que deixar a angústia de lado, desta vez será diferente.
Mas são sempre os mesmos dois.
Dizem que não vale a pena, que a vida é só esta, que tenho que ver o arco-íris, desta vez será diferente.
Mas são sempre os mesmos dois.
Dia sim dia não custa menos, dia sim dia não ignoro, dia sim dia não é um tormento, desta vez será diferente.
Mas são sempre os mesmos dois.

Enquanto forem os mesmos dois os dois primeiros pensamentos da manhã serão sempre os mesmos.

Enquanto forem os mesmos dois os motivos do meu olhar triste serão sempre os mesmos.

Enquanto forem os mesmos dois os motivos do meu sorriso falso serão sempre os mesmos.

Enquanto forem os mesmos dois os motivos de não ser feliz serão sempre os mesmos.

Mas são sempre os mesmos dois motivos. Enquanto forem os mesmos dois motivos. Não haverá sorriso genuíno. (Vai passar?)

25 janeiro 2010

Seria mais fácil.



"Um amor só é bom

Quando é prá dois

Eterno é antes e depois

Agora não vou mais me enganar

Não quero mais sofrer, não dá


...


O teu reinado acabou,

Chegou ao fim

Eu não nasci prá você,

Nem você prá mim..."


Maria Rita


Ninguém domina o que coração manda. Senão, seria mais fácil.

21 janeiro 2010

Crer


Crê. Crê no que te parece real. Crê no que queres, no que queres com tanta força.
Pela vida, crenças vão desvanecendo. Transparência que ameaça o desaparecimento. E quando a esperança renasce vais temendo. Vais transparente e irreal. De pés assentes no chão.

Crê. Não deixes de crer só porque te fizeram não mais acreditar. Cai uma, duas e outra vez. Cai. Permanentemente. E que doa. Vai ficando mais transparente. Vais temendo. Mas não ponhas de lado a crença que é certa quando outros te tiraram a que te parecia tão fácil de o ser.

Não deixes de crer só porque caíste. Levanta, volta a cair. Em noites de chuva vais-te lembrar. Qualquer dia o sol espreita e volta a ameaçar cor. Não deixes a cor de lado por quem te quer dar o arco-íris. Não deixes.

Crê. Deixa de lado o que te fez não acreditar. Crê, com o temor de cair (mil e uma vezes). Mas crê.




(todos os dias, interiorizar. Porquê crer? Não, não basta querer. Mas crê.).

04 janeiro 2010

ME-DO

"O medo mora comigo"
Nunca tive tanto medo.

25 dezembro 2009

Minha Pequena :')


E de repente, és muito mais.
Aquilo que se designa de "afilhada" não encaixa aqui. És "muito mais".
Porque sabes quando dizer "quem te disse coisas tristes não era igual a mim" e numa bola amarela estás-te do meu lado, de repente, todos os dias.
Posso correr e chorar. Sabes dizer aquelas palavras.
As festinhas que adormecem e fazem sonhar com Princesas e Sapos. E falar e acabarmos sempre por dizer "sei bem o que estás a dizer" porque, na verdade, pensamos igual e vemos igual.
Porque quando dizemos "vamos fazer" fazemos, tal como o planeado.
Porque prometeste e apareceste, debaixo da árvore, tal e qual como eu sentia que ias fazer.
Porque a "fragilidade" que nós sabemos bem definir (tudo menos o que diz o dicionário, esse tão errado quanto ao sentir) chegou até à ilha que me diz já tanto por ser a tua.
Porque longe estamos perto, ainda mais perto que se fossemos vizinhas do mesmo andar.
Porque percebes a minha nostalgia e a minha tristeza. Porque compreendo o teu mau feitio e o que te aborrece. Porque quando rimos às gargalhadas é porque é aquele o momento.
E de repente, "muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa" e quando o dissemos mal sabiamos o risonho futuro que nos esperava.
Contigo gosto de usar as palavras sempre e nunca, porque (mesmo podendo errar), sinto que não são em vão. Verdadeiras, sinceras. Pequena e madrinha, como sabemos tão bem ser.
Em mimo. Em festinhas. Em parvoices. Em gargalhadas. Em lágrimas. Em parecenças (tão gigantes). Em sensações. Em sentimentos. Em corações tão parecidos, tão quentes e tão a ferver de vida.
Nós sabemos que vale a pena ligar só para dizer: gosto de ti*
Sempre do teu lado. Nunca duvides. Adorar-te minha pequena :')